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15 de out de 2012

CICLOVIAGEM: PARAIBUNA - S. LUIZ DO PARAITINGA

CICLOVIAGENS

Paraibuna/SP
Uma cicloviagem de final de semana tranquila e bem interessante pode ser feita entre as cidades de Paraibuna e São Luis do Paraitinga, no Estado de SP, na região do Vale do Paraíba. Trata-se de parte do chamado Circuito Princesa do Norte, com o total de 330 km.

Eu fiz essa viagem no primeiro semestre de 2009, com o pessoal do Clube de Cicloturismo do Brasil, mas estendemos o percurso até Natividade da Serra e depois seguimos por outro caminho até chegar novamente em Paraibuna.

Represa de Paraibuna/SP

A cidade de Paraibuna, por si só, já vale a visita pelas suas construções da época do ciclo do café e também pela paisagem proporcionada pela Represa de Paraibuna.

Plantação ilegal em áreas de preservação permanente
(topo de morro e declividade)

Aliás, a maior parte da estrada de terra que conduz às proximidades de São Luis do Paraitinga bordeja a represa. Apesar do belo visual, não escapamos de paisagens degradadas como na foto acima, com plantação de eucalipto ou pinus em áreas que são protegidas pelo Código Florestal.

 Eu e o amigo Caio
Não me recordo a distância de Paraibuna a São Luiz do Paraitinga, mas dependendo das circunstâncias, talvez  uma noite em Redenção da Serra (meio do caminho) seja providencial. 

A região está situada entre as Serras da Mantiqueira e do Mar, por isso as subidas e descidas são constantes.

No final da tarde do mesmo dia que saímos de Paraibuna, chegamos a Rodovia Oswaldo Cruz, que liga a via Dutra ao litoral norte. E lá no horizonte, se erguia a majestosa Serra da Mantiqueira.


Serra da Mantiqueira, bem alta, lá no fundo.

Chegamos em Paraitinga somente a noite e nos hospedamos num local filiado à rede "Hostelling International". Estávamos cansados e deixamos para descobrir a cidade na manhã seguinte. Naquele dia, eu não imaginei que, infelizmente, as fotos que eu faria passariam a ser históricas meses depois... 

As bicicletas estacionadas na Praça
Central de S. Luiz do Paraitinga.
São Luiz do Paraitinga é lembrada pelas suas ruas, praças, centros culturais e casarões do século XIX, tombados pelo COMDEPHAAT, além do tradicional carnaval de marchinhas. Outros atrativos são as trilhas para caminhadas, cachoeiras e trechos de rios com corredeiras, aptos para a prática do "rafting", situados no Núcleo Sta. Virgínia, do Parque Estadual da Serra do Mar.

A Igreja Matriz São Luiz de Tolosa
construída no século XIX

A cidade, fundada em 1769, é um charme, repleta de eventos e festas, inclusive muito atrativa a noite, com bares e restaurantes  situados no interior das antigas construções. Não é a toa que ficamos encantados com a arquitetura colonial da cidade, que nos rendeu várias fotos.

Os antigos casarões da praça central da cidade
cuidados de forma impecável

Infelizmente, poucos meses depois da nossa viagem, isto é, em jan./2010, a cidade foi devastada por intermináveis chuvas e pela consequente inundação do Rio Paraitinga, que corta a região central. Inúmeras construções antigas foram atingidas e destruídas; a Igreja Matriz se desmoronou completamente, como se infere na foto abaixo.

Foto publicada no jornal O Estado de SP, de 19/jan./2012, p. C7.
É inacreditável que meses antes dessa tragédia, nossas
bicicletas estiveram estacionadas nessa praça submersa.
Janeiro de 2010 foi uma tragédia... As fotos que tenho trazem apenas lembranças de belezas que subitamente vieram abaixo... No coração, resta a saudade...

Minha última visão de S. Luiz do Paraitinga, no 1º semestre
de 2009: hoje, a cidade vai se reerguendo.

Na nossa cicloviagem, prosseguimentos até Natividade da Serra, tomando estradas situadas do outro lado da represa. Novamente, belas paisagens, como o casarão de uma antiga fazenda:

No meio do caminho, um casarão das
antigas fazendas de café.


Na foto ao lado, a prova de um dia inteiro de pedal: marca na testa e cabelo em forma de capacete. Só faltou o sorriso no rosto porque estava bem cansado...

Um dos atrativos dessa viagem foi cruzar a represa em balsas gratuitas, como se vê na foto abaixo. O importante é ficar atentos ao horários.
No dia que tomamos uma balsa para cruzar um dos
braços da represa, entrou uma frente fria com muita chuva
O circuito que fizemos começando e terminando em Paraibuna, passando por Redenção da Serra, São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra, é uma volta ao redor de uma grande represa e seu inúmeros braços. É montanhoso e de certa forma exigente. Mas vale pela paisagem natural e pela parte arquitetônica de Paraibuna e, especialmente, de S. Luiz do Paraitinga. Alias, basta um final de semana para conhecer rapidamente essas duas cidades.




Saiba mais sobre sobre minhas viagens de bicicletas - nos links abaixo sobre a cicloviagem que fiz em 2009 para a Nova Zelândia:




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13 de out de 2012

MONARK ERGOMÉTRICA (bicicleta antiga)


Eu sei que alguns vão chiar: "bicicleta ergométrica não é bicicleta!!" 

Confesso aos amigos que fiquei com dúvidas se colocava esse tema no blog, mas eu não resisti porque não lembrava que em algum dia no planeta Terra existiu a bicicleta Ergométrica Monark:




Aqueles que chegaram a treinar com essa ergométrica lembram do seu painel? Ele não era digital, até porque a bicicleta não era ligada à corrente elétrica, como são aquelas que vemos hoje nas academias. Para cronometrar o tempo de treino, o atleta usava um reloginho mecânico que funcionava à corda:

Bastava girar o cronômetro mecânico e
pedalar até uma campainha tocar

Foto a direita: o painel tinha um marcador mecânico de velocidade e de distância. A manivela central era para colocar carga nas pedaladas, simulando subidas. Os números do canto superior direito marcavam o peso. 


Nas fotos abaixo, percebe-se o sistema mecânico de carga da Ergométrica Monark, por meio do qual uma fita exercia pressão na roda da bicicleta, conforme o ajuste manual realizado pelo atleta, exigindo um esforço maior em suas pernas.




Ao contrário do que os amigos possam imaginar, essas fotos não foram tiradas museu; acreditem, eu pedalei em várias dessas bicicletas...


... mas não pensem que eu tirei essas fotos quando eu treinava na década de 70 ou início dos anos 80.... definitivamente eu não sou dessa época!!!



Eu flagrei essas ergométricas quando treinava em 2011 na academia do Centro de Práticas Esportivas da USP (CEPEUSP).


Pela foto abaixo, é possível ter uma ideia de que o selim não era um primor de conformo. Mesmo assim, 2 vezes por semana eu estava lá.



Ergométrica Monark marcou uma época  e é incrível que nos dias de hoje, em plena cidade de S. Paulo, ainda existam vários exemplares em perfeito uso.


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