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17 de jun de 2012

11º ENCONTRO NACIONAL DE CICLOTURISMO - COMO FOI...



No feriado de 7/10 de junho de 2012, o Clube de Cicloturismo do Brasil realizou o 11º Encontro Nacional de Cicloturismo e Aventura, no Espaço Araucária, na Serra da Mantiqueira, na região de Campos do Jordão/SP.


Participaram do evento cerca de 100 pessoas, que puderam curtir o visual serrano da região, com exuberantes araucárias. 




A chuva dos primeiros dias não chegou atrapalhar os passeios pelas estradas rurais da região. 


Família do Carlos Beppler pedala unida


É verdade que fez um friozinho, mas nada que pudesse esfriar os ânimos dos participantes, da equipe do Clube e do pessoal Espaço Araucária. O frio só ajudou para dar um charme a mais à paisagem de montanha.

Primeiros raios de Sol aquecendo o camping


A noite, quando o frio apertava, o pessoal se aquecia nas palestras, ouvindo histórias de quem pedalou pela Amazônia (Fábio FES), pela Noruega (Aurélio) ou de quem deu a volta ao mundo (Danilo). E depois das palestras, vinham as cantorias, ao som do violão do amigo Fábio "Muito Doido" (foto abaixo). 



No sábado (9/6), o sol apareceu e houve um passeio coletivo até a cidade de Campos do Jordão, devidamente guiado pela equipe do Clube de Cicloturismo.

Walter e eu participando da equipe de
guias do passeio coletivo
(Foto Jorge Blanquer)

No sábado, o Sol se espalhou pelas estradas
e secou as poças de água dos caminhos.

Parada para agrupar os pedalantes



As duas fotos acima, cenas da cidade de Campos do Jordão, próximo ao teleférico. O número de turistas nos impressionou, mas eles também se impressionaram quando viram dezenas e dezenas de bicicletas.

No teleférico de Campos do Jordão...

... ciclistas se misturaram aos turistas
que esperavam o embarque numa longa fila.

Naquela agitação turística do teleférico, voltei ao tempo quando eu vi um carrinho de  empurrar crianças. Lembrei da minha infância, quando eu passava férias em Campos do Jordão com minha tia e primos de Santos. Naquela época, a cidade não era badalada e era divertido andar naqueles carrinhos:


Não era propriamente em fuscas rosas que
eu passeava na minha infância.


Mas nem tudo foi fácil; tive que enfrentar um grande desafio nesse evento. Na palestra sobre alimentação em viagens, da Eliana, alguns integrantes do Clube foram designados para preparar refeições em fogareiros. E minha missão foi macarrão com shitake e tomates secos.

Confesso a vocês: quando eu me vi na frente dos ingredientes e rodeado de gente na expectativa de ver o preparo, eu pensei: "que roubada eu me meti".

Aos poucos fui curtindo minha função de cozinheiro e tudo deu certo, exceto pela minha distração de ter colocado no shitake uma colher de sopa de sal, quando a receita recomendava uma colher de chá. Para amenizar o desastre, o macarrão foi feito sem sal.  

Bom dia!!
Café da manhã no Espaço Araucária 

Ao contrário do meu shitake, as refeições do Espaço Araucárias eram deliciosas e nutritivas, servidas num aconchegante refeitório (foto acima)
O colorido das árvores da Mantiqueira 


 Parte do Espaço Araucária 

Cozinha do Espaço Araucária


Apesar do cansaço e do meu shitake, esse foi o melhor Encontro de Cicloturismo que participei. Vou sentir saudades daqueles dias de frio e confraternização  


Veja mais fotos do evento (Jorge Blanquer):

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14 de jun de 2012

BIKE ANJO e MEIO AMBIENTE


Em 8/fev./2012 (uma quarta-feira) participei de um atendimento especial do Bike Anjo: 5 anjos acompanharam um grupo de 10 pessoas da empresa Unilever, que estavam trabalhando num projeto sócio ambiental. 

O pessoal do passeio (foto JP)

O passeio recebeu o nome de "Pedalada Cultural em S. Paulo" e o roteiro, que se concentrou nos bairros da Vila Madalena (parte baixa) e Jardins, foi cuidadosamente preparado pelo bike anjo JP (João Paulo). 

Pelas ruas do bairro Vila Madalena

Considerado nível fácil, o roteiro se iniciou no Hotel Unique, próximo ao parque do Ibirapuera e passou pelo Museu Brasileiro da Escultura (MuBE),  Praça Gastão Vidigal, Beco do Aprendiz  e Museu da Casa Brasileira.

Painel do Museu Brasileiro da Escultura (foto JP)

 Interior do Museu Brasileiro da Escultura (foto JP)

Parte de fora do Museu Brasileiro da Escultura

O ponto alto do passeio foi o Museu da Casa Brasileira. Primeiro, pela excelente acomodação oferecida para nossas bicicletas:

Museu da Casa Brasileira

Local para guardar bicicletas
no Museu da Casa Brasileira (foto JP)
 
Sem dificuldades, o grupo acomodou suas bicicletas

Visitamos a exposição "Ameaçados - lugares em risco no século 21", do fotógrafo Érico Hiller, onde pudemos ver registros de cinco lugares no mundo que passam por tensão ambiental por conta das ações do homem:

Clique para ampliar: Mata Atlântica (Brasil), Groenlândia,
Mt. Kilimanjaro (Tanzânia), Etiópia, Maldivas

A exposição de Érico Hiller estava repleta de belas e impressionantes fotos. Confira algumas delas:

Desenho do Mt. Kilimanjaro (Tanzânia)

O Mt. Kilimanjaro é um vulcão adormecido situado na Tanzânia, com 5.895 m. de altitude. Em razão das mudanças climáticas, a mais alta elevação da África está perdendo gradualmente sua cobertura de gelo. Na foto, um aluno desenha a montanha para seus colegas de escola; talvez o gelo do topo não seja mais visto pelas futuras gerações.

Cachoeira na base do Mt. Kilimanjaro: até quando?

A cobertura gelada do Mt. Kilimanjaro é responsável pelas cachoeiras e cursos de água na base da montanha. Sem o gelo do topo, a vida na base mudará completamente. Na foto acima, sacada no inverno, garotos aproveitam para nadar numa  das cachoeiras; no entanto, anos atrás, o inverno era rigoroso e exigia roupas pesadas.

Maldivas e o lixo no lado não turístico.

As Maldivas (foto acima) são conhecidas pelas suas belezas e pelo seu turismo de luxo. Mas o lixo do turismo não pode aparecer para o turista, daí restos de comida, produtos químicos, plástico, baterias etc. serem levados para uma outra região do país - Thilafushi. Para piorar, a ilha é um dos lugares mais baixos do mundo: apenas 1,5 metro acima do nível do mar. Por conta das mudanças climáticas, poderá se tornar "um Estado sem território".


A questão do derretimento do gelo e do aumento do oceano é grave. Só para ter uma ideia, o gelo derretido no planeta entre 2003/2010, proveniente das calotas, das geleiras, da Groenlândia e da Antártida (cerca de 4.100k2) poderia encobrir completamente o território dos EUA com 1,5 metro de água. O volume perdido corresponde a 82 mil vezes a quantidade de água existente no Lago Paranoá, em Brasília (1)


O passeio foi muito bom: além do pedal e da convivência com novos amigos, tivemos contato com o lado cultural de São Paulo.
foto JP

Museu Brasileiro da Escultura (MuBE):
http://mube.art.br/

Museu da Casa Brasileira: Av. Brig. Faria Lima, 2705 (próximo ao metrô Faria Lima) http://www.mcb.sp.gov.br/

Mais fotos do passeio:

Mais sobre BIKE ANJO:

(1) Dados publicados na revista "Science", segundo o sítio eletrônico "Ambiente Brasil", de 9/2/2012 (http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2012/02/09/79925-gelo-derretido-entre-2003-e-2010-poderia-inundar-os-eua-diz-estudo.html)




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CALOI 10 DOURADA 1978 (bicicleta antiga)


A cor dourada sempre chama atenção; talvez porque nos remeta ao ouro  ou simplesmente porque é uma cor bonita.

O fascínio pelo dourado é tanto que diz a lenda que alquimistas transformavam ossos humanos em ouro!!

Então, imaginem uma bicicleta dourada... Já há um certo destaque, certo? E se o modelo for uma antiga Caloi 10? Aí sim, uma preciosidade.

Pois bem, essa Caloi 10, ano 1978,  pertence ao Leo, leitor do blog que gentilmente nos forneceu fotos da sua  clássica dourada. 

Trata-se de uma bicicleta totalmente original: peças, conduítes, abraçadeiras com a marca Caloi, adesivos, selim e, é claro, a pintura que, para Leo, está "feinha", porque ela passou muito tempo na praia.






A bicicleta chama muito atenção nas ruas e parques.

Muita gente pára o Leo para conversar sobre a Caloi 10 dourada. Ciclistas com bicicletas modernas fazem proposta de compra do quadro dourado, mas nada que interessasse o Leo.

Na verdade, a Caloi 10 dourada pertence a esposa do Leo, que ganhou do Pai quando tinha 12 anos. O casal usa muita essa bicicleta nas ciclovias de Santos e São Vicente.





A pintura não está em perfeita
condições, mas mesmo assim
sua originalidade merece ser mantida














 A pintura apresenta problemas típicos de bicicletas de praia,
mas o modelo conserva itens raros, como o prendedor de conduítes de plástico com a marca Caloi.


Leo ainda pretende cromar o guidão e os pedais, mas espero que ele não altere a pintura.

O casal ainda tem uma Caloi 10 preta, 1979, mas essa não está tão original quanto a dourada. Ela pertencia ao ex-marido de uma prima da esposa de Leo e ficou muito tempo jogada na garagem.

Leo trocou uma bicicleta que tinha pela Caloi 10 preta  e fez uma reforma, que a deixou impecável, porém sem a originalidade dos adesivos, pintura e selim. As demais peças, porém, são originais.

Essa Caloi 10 preta está impecável, é verdade. Mas o reluzente dourado da sua outra clássica vale ouro. 



Veja outras postagens sobre Caloi 10 e outras desse gênero: 

Restauração da minha Caloi 10 - 1975

Caloi 10: que ano? 

Linda Caloi 15

Contato do Leo: depositoleo@uol.com.br

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