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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

IMAGENS DE BICICLETAS

Tenho guardado muitas imagens associadas a bicicletas que, na maioria das vezes, eu nem sei de onde vieram.

Com o tempo, esse material foi se acumulando e resolvi compartilhar com os amigos:

ENCHENTE EM SÃO PAULO:

Publicada no jornal "O Estado de S. Paulo",
p. C4, de 29/set/2011.
O coitado do garoto usa a magrela para vencer a  enchente do verão de 2011, no bairro de Vila Itaim, zona leste de São Paulo/SP. Todos os anos, essa cena se repete.
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CICLOFAIXA DE LAZER:

Divulgação da Ciclofaixa de Lazer, em S.Paulo/SP, usando o personagem Senninha para estimular o convívio entre automóveis e bicicletas.
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CICLOVELA:


Foto Neide Carlos, jornal JCNet de Baurú/SP
Veja matéria na íntegra Clique aqui
Foto publicada no "Repórter Ourinhos"
Veja matéria na íntegra - clique aqui 
Esse é o Sr. Nilson Francisco dos Santos (62 anos), lavrador aposentado, que partiu de Londrina/PR e seguiu pedalando para Brasília/DF, em companhia de sua cadela Princesa, a bordo da "Ciclovela", nome dado a bicicleta de três rodas que também serviu de morada durante a noite.

O objetivo da viagem: protesto e reivindicação para obter uma aposentadoria do INSS. Mais informações nas referências acima citadas ou  e nos seguintes sítios:aqui e aqui
______________________________________________TRAILER BICICLETA NA CHINA:





Eu desconheço a fonte das quatro imagens acima, só sei que são chinesas, que recebi  algum tempo atrás e ficaram esquecidas no meu computador. Realmente algo inusitado esse trailer-bicicleta.
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AS PRIMEIRAS PEDALADAS...


Essa bela imagem da criança aprendendo a pedalar saiu para ilustrar uma publicidade de jornal.
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FESTIVAL DE CURTAS (SÃO PAULO):


Cartaz da 22º Festival Internacional de Curtas Metragens de SP, de 2011.
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UMA CLÁSSICA (PHILLIPS):
                            

Catálogo da Phillps (inglesa).
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BICICLETA MACA:


Não sei de onde veio, mas realmente muito curioso transportar doentes em bicicleta.
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PLACA DE TRÂNSITO:
Foto publicada em
algum jornal
Ficou bem legal essa foto do passarinho com uma placa de compartilhamento de via entre pedestres e ciclistas. 
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BICICLETA DOCERIA - SANTIAGO (CHILE):

Essa foto fiz em maio/2012 em Santiago (Chile).
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TRANSPORTANDO CRIANÇAS:



Também não sei como essa foto veio parar nos meus arquivos, mas vale a pena mostrar. Certamente é fora do Brasil.
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CUIDADO!!!

Certamente o ciclista gelou quando esse caminhão passou ao seu lado (foto que eu escaneei de algum jornal).
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BICICLETA DE BAMBÚ:

Projeto bacana da Prefeitura de SP para alunos carentes da rede pública. Mais informações aqui.
______________________________________________PAVOR NA SÍRIA:


jornal "O Estado de S. Paulo", 28/ago./2012
Garoto sírio usa bicicleta em zona de combate em Alepo, norte do país.
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E PARA OS APAIXONADOS...


Foto usada para publicidade em jornal para o dia dos namorados de algum ano. Mas para quem está apaixonado, sempre é dia dos namorados.


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domingo, 25 de novembro de 2012

BRASÍLIA E SUAS BICICLETAS


A minha pesquisa de mestrado me levou algumas vezes para ao centro do poder político do país: Brasília. 

Quando dava um tempo na busca de dados da pesquisa, eu procurava por bicicletas. 

Nas fotos abaixo, um pára ciclo situado no prédio principal da Câmara dos Deputados, próximo da entrada de autoridades.



A seguir, outro pára ciclo (num dos prédios anexos do Congresso Nacional):

Bicicletário em BSB
Fora isso, não vi muitos ciclistas se deslocando pela Capital Federal, motivo pelo qual decidi buscar informações que esclarecessem essa situação.

Na foto acima, o ciclista e estudante precisou lançar mão
do terno e gravata para circular pelos corredores do Congresso.

Primeiro descobri algo triste: em jul./2012, o Judiciário de BSB condenou um motorista que, em 2006, atropelou e matou o ciclista Pedro Davison.

O imprudente deverá pagar uma indenização de R$ 150 mil por danos morais a família do ciclista e mais uma pensão de R$ 970,00 à  filha de 13 anos, até ela completar 25. E na esfera criminal, o motorista pegou 6 anos de prisão, mas recorre em liberdade (mais informações clique aqui).



A verdade é que, como circulei pelo Plano Piloto vi poucas bicicletas em Brasília.



As avenidas grandes e rápidas não são seguras para os pedalantes e priorizam os carros.



Então, poderíamos afirmar que as bicicletas são raras em BSB? A resposta é NÃO.


Phillip James é ciclista em BSB e me contou por e-mail que os usuários de bicicleta da região centrão (Plano Piloto) preferem se deslocar entre as quadras, evitando ruas e avenidas.
Semana do Dia Mundial sem Carro (22/9) no Distrito Federal
Foto de Uirá Lourenço (www.rodasdapaz.org.br)
Uirá Lourenço também usa a bicicleta como meio de transporte em BSB, junto com seus filhos de 3 e 4 anos (a família não tem carro por opção); ele é bike anjo e membro da associação "Rodas da Paz". Ele me informou que as cidades-satélites de BSB (Paranoá, Estrutural e Ceilândia) possuem um movimento interessante de ciclistas, como se vê na foto acima e todas abaixo, que ele gentilmente cedeu para o blog.


Semana do Dia Mundial sem Carro (22/9) no Distrito Federal
Foto de Uirá Lourenço (www.rodasdapaz.org.br)
Semana do Dia Mundial sem Carro (22/9) no Distrito Federal
Foto de Uirá Lourenço (www.rodasdapaz.org.br)

Phillip criticou as "ciclovias" do Distrito Federal, construídas sem planejamento urbanístico e sob calçadas, obrigando os pedestres a caminharem pelas ciclovias. Além disso, não há investimento em educação no trânsito e, com isso, se antes os motoristas mandavam os ciclistas para as calçadas e hoje em dia eles gritam: "vai pra ciclovia".

Semana do Dia Mundial sem Carro (22/9) no Distrito Federal
Foto de Uirá Lourenço (www.rodasdapaz.org.br)
Para Phillip, as ciclovias são feitas pelos políticos para "calar a população". Ela me contou que em sua viajem de bicicleta de BSB para a Rio+20 percebeu essa lógica em várias cidades. Isso porque ele não passou por S. Paulo e não viu as nossas "ciclofaixas" de domingo...

Semana do Dia Mundial sem Carro (22/9) no Distrito Federal
Foto de Uirá Lourenço (www.rodasdapaz.org.br)

Semana do Dia Mundial sem Carro (22/9) no Distrito Federal
Foto de Uirá Lourenço (www.rodasdapaz.org.br)
Uirá destacou que em BSB existe uma mudança gradual de comportamento, mesmo na região central, onde cada vez mais pessoas optam pela bicicleta.

Semana do Dia Mundial sem Carro (22/9) no Distrito Federal
Foto de Uirá Lourenço (www.rodasdapaz.org.br)
Uirá mencionou que o relevo plano e o período longo de estiagem contribuem para o uso da bicicleta em BSB...

Semana do Dia Mundial sem Carro (22/9) no Distrito Federal
Foto de Uirá Lourenço (www.rodasdapaz.org.br)
... mas as longas distâncias e "contexto rodoviarista" dificultam a massificação da cultura de bicicleta.

Semana do Dia Mundial sem Carro (22/9) no Distrito Federal
Foto de Uirá Lourenço (www.rodasdapaz.org.br)
Uirá me disse que é preciso uma "mudança cultural" em BSB: "alguns admiram nosso estilo de vida...

Semana do Dia Mundial sem Carro (22/9) no Distrito Federal
Foto de Uirá Lourenço (www.rodasdapaz.org.br)
...mas muitas pessoas ainda nos veem como estranhos por usarmos bicicleta e não termos carro".
Semana do Dia Mundial sem Carro (22/9) no Distrito Federal
Foto de Uirá Lourenço (www.rodasdapaz.org.br)
Portanto, não há mais dúvidas: as bicicletas existem em abundância em BSB. E para terminar, encerro com mais uma foto gentilmente cedida por Uirá Lourenço do "ciclocatador" que mora na região central de BSB e chega carregar 80 kg de latinha:

O 'ciclocatador' de Brasília
Foto de Uirá Lourenço (www.rodasdapaz.org.br)
Ele mesmo montou a bicicleta e todo o aparato que usa. 

Agradeço aos amigos ciclistas de BSB que gentilmente compartilharam fotos e informações: 

- Phillipis James - página no Facebook "Sistema Cicloviário - Além das Ciclovias"

- Uirá Lourenço - www.rodasdapaz.org.br - "É pedalando que a gente se entende"
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sábado, 17 de novembro de 2012

MAIS CARROS: MAIS POLUIÇÃO, MAIS ATRASOS, MAIS CAOS.

Interessante matéria do jornal "Diário de S. Paulo" (23/fev./2012, p. 3) apontou que boa parte dos automóveis na cidade de S. Paulo continuam poluindo mesmo após sua aposentadoria. 

Isso porque nem metade dos carros abandonados pelas ruas é recolhida.

Foto publicada no Diário de S. Paulo, de 23/fev.2012, p. 3,
atribuída a Edilson Dantas/Diário SP
Os números da frota de automóveis na cidade de S. Paulo impressionam:

7 MILHÕES DE VEÍCULOS
(exatos 7.222.769 até mar/2012)

1.000 CARROS NOVOS EMPLACADOS POR DIA


Segundo o jornal, se todos os carros paulistanos fossem enfileirados, daria para traçar uma reta de 40 mil km, o suficiente para dar a volta ao planeta. 


O jornal "O Estado de S. Paulo" (21/mar/2012, p. C3, matéria de Rodrigo Brancatelli) citou uma  pesquisa feita pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), que aponta uma consequência dessa frota absurda: cerca de 25% (1/4) de toda a área construída no município de São Paulo é usadas para garagens.



O jornal "Folha de S. Paulo" (12/ago./2012, reportagem de Vanessa Correa) divulgou números ainda mais impressionantes: em horários de pico, automóveis particulares na cidade de SP tomam quase todo o espaço público das ruas, sem transportar 1/3 dos paulistanos que se deslocam sobre rodas. Veja só:

- 78% das principais vias são preenchidas por automóveis, que transportam só 28% das pessoas que se deslocam sobre rodas;

- 8% das principais vias são preenchidas por ônibus de linhas e fretados, que levam 68% das pessoas que se deslocam sobre rodas. 

Infelizmente, esses dois tipos de veículos disputam, quase sempre, o mesmo espaço.

O quadro abaixo, publicado na matéria da Folha, traz um retrato do trânsito de SP no horário de pico (clique no quadro para ampliar):
Média da contagem de circulação ao longo 
de uma extensão de 255 km e 32 rotas principais da cidade 
(em algumas, corredores de ônibus). Depois, 
os veículos foram dispostos de acordo com o padrão 
dos engenheiros de trânsito (1 ônibus = 2 carros = 4 motos).
(Editoria de Arte/Folhapress)


Além da baixa velocidade e da lotação exagerada nos ônibus, existe outro problema que foi apontado por Thiago Guimarães, especialista em mobilidade e professor da Universidade Técnica de Hamburgo (Alemanha), citado pela Folha: "São Paulo tem classes média e alta elitizadas que acham que ônibus não é para elas. Que é coisa de ralé".

Mas e a bicicleta nesse cenário? As matérias citadas nada mencionaram sobre a magrela, que também é "coisa de ralé", afinal já me perguntaram: "Paulo, você anda de bicicleta em SP porque não tem dinheiro para comprar um carro?" Eu nem respondi...

Foto publicada numa edição do jornal "O Estado de S. Paulo"
Agora vou mostrar dados que provam o descaso da gestão Kassab na Prefeitura de S. Paulo ao encarar a bicicleta como meio de transporte. Vejam na tabela abaixo o orçamento previsto de 2012 para algumas ações relacionadas à bicicleta e o que foi empenhado (valores em R$):

Data da última atualização: 12/11/2012
Orçado
Empenhado
Liquidado
Construção de Pista de Cooper. Caminhada e Ciclovia na Estrada Turística do Jaraguá
1.000,00
0,00
0,00
Implantação de Ciclovias e Ciclofaixas
3.000.000,00
600.000,00
516.889,16
  Implantação de Ciclovia na Av. Aricanduva. da Radial Leste à Av. Afonso Sampaio Vidal prosseguindo até a entrada do Pq. do Carmo
1.000,00
0,00
0,00
  Implantação de Ciclovias e Ciclofaixas
1.000.000,00
199.498,62
199.498,62
Projeto Passeio Ciclístico Mirna Leandro de Castro - a ser realizado no Cambuci
25.000,00
0,00
0,00

FONTE: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/planejamento/

Clique em ORÇAMENTO, depois SELECIONAR VARIÁVEL, depois em ANO, selecione 2012; em ORGÃO, selecione TODOS; procure PROJETO/ATIVIDADE e selecione TODOS e finalmente CONSULTAR ou GERAR TABELA..


Vejam que NADA foi empenhado para os projetos de ciclovias na Estrada Turística do Pq. do Jaraguá e na Av. Aricanduva, apesar de R$ 1.000,00, na minha visão, serem insuficientes. 

NADA para um simples passeio ciclístico no bairro do Cambuci, apesar de haver um orçamento de R$ 25.000,00.

Nos projetos gerais de implantação de ciclovias/ciclofaixas (R$ 3 milhões para um projeto e R$ 1 milhão para outro), empenhou-se muito menos do previsto. E o empenhado parece que só foi para ciclofaixas de lazer, que não prestam para meio de transporte.



É para lamentar e protestar? Sim. Mas eu não fico admirado com isso, afinal essa gestão da prefeitura sempre foi elitista. Felizmente está indo embora. Esperamos novos horizontes a partir de 2013.



Fontes:
- "O Estado de S. Paulo", de 21/mar/2012, p. C3, de Rodrigo Brancatelli;
- Diário de S. Paulo", de 23/fev./2012, p. 3

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sábado, 10 de novembro de 2012

CALOI 10 SPRINT. MAS QUE ANO?


Muitos leitores, apreciadores de bicicletas antigas, têm me enviado fotos e histórias de suas clássicas para serem contadas nesse blog. São várias preciosidades que estão na fila e aos poucos eu vou inserindo. Aos colaboradores, a quem sou muito grato, peço paciência.

A bicicleta antiga desse mês de novembro/2012 é essa belíssima CALOI SPRINT 10, pertencente a José Carlos Brondani, de Santa Maria/RS. 

José Carlos tem esse bicicleta há 23 anos e a adquiriu de outra pessoa em sua própria cidade. A pintura é original, assim como todas as peças, com exceção dos pedais que precisaram ser trocados.  


Nosso amigo quer saber qual ano aproximado dessa bicicleta. Segundo o leitor Airton, todas as bicicletas da marca Caloi 10 possuem o mês e ano de fabricação gravado na parte de trás do manete de freio auxiliar. 

Além desse macete, resolvi ir atrás de informações e encontrei um ótimo histórico dos modelos de Caloi 10 no blog "Oficina das Clássicas", que vou resumir a seguir (no site, informado no final, tem muito mais detalhes):

Caloi 10 Standart (1972/1990) - com peças importadas até 1983; depois, até o modelo de  1990, a qualidade da bicicleta era muito inferior àqueles dos anos 1970 e começo de 1980.

Caloi DEZ (1974/1975) - o decalque do quadro vinha com a escrita "DEZ" (deve ser um modelo raríssimo hoje em dia).

Caloi Sportíssima (1976/1978) - com peças melhores do que o modelo 'standart', custava o dobro.

Caloi 18 Titanium (1978/1979) - utilizadas pela equipe Caloi na época.

Caloi Sprint (1979/1988) - modelo mais básico e barato da Caloi 10 lançado para conter avanço das Monark 10.

Caloi 10 Racer (1978/1979) - rara versão.

Caloi 10 Profissional (1978) - usado pela equipe Caloi.

Caloi 15 (1978/1979) - mesmas peças da Caloi 10, mas com o pé de vela triplo. 

Caloi Sprint RT - modelo dos anos 80 já toda nacionalizada, com câmbios Dimosil nacionais.

Caloi 10 Concorde (1988) - toda nacional e com pedais de plástico. 

Caloi 10 Triathlon (1985) - bicicleta importada produzida pela SunTour japonesa, apenas recebia os adesivos Caloi no Brasil.

Caloi 12 (1989/1995) - modelo de despedida dessa bicicleta, último estágio evolutivo dos quadros de aço da marca Caloi; tinha ótimos componentes.

Caloi 12 Super Italy (1995/1997) - com quadro e garfo da marca Gipimemme Italy, que rivalizava com a Campagnolo; uma bicicleta semi profissional que apenas recebia o nome Caloi no quadro. 

Caloi Villa (1992/1994) - bicicleta pouco conhecida, com guidão reto, sendo uma híbrida.   

Caloi Eddy Merckx (anos 1990) - feita pela empresa belga Eddy Merckx, que se associou a Caloi; era uma bicicleta de corrida. 



Voltando à bicicleta do leitor José Carlos, o histórico acima indica que ela deve ter sido fabricada no início dos anos 1980. Alguém mais ajuda?

Na foto acima, percebe-se o clássico sistema de trocas de marchas da Caloi 10, que marcou uma época.


Na foto acima, percebe-se o antigo sistema de freio traseiro. 

Eu me recordo que quando eu pedalava com minha antiga Caloi 10 (hoje restaurada) na chuva, eu ela ficava sem freio... era uma aventura!!

Agradeço muito ao José Carlos Brondani pelas fotos e pela autorização de publicação e quem quiser contatá-lo, pode escrever para: jcbrondani@gmail.com

E se você quiser ver a sua antiga nesse blog, me escreva: paulorobertopom@gmail.com


Fonte: 

Blog Oficina das Clássicas:

Veja mais:

Caloi 10, mas que ano?

Restauração da minha Caloi 10 - 1975

Caloi 10 Sportíssima 1976

Linda Caloi 15

Caloi Ceci

Caloi Ceci - restauração 
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

CICLOVIAGEM: PARAIBUNA - S. LUIZ DO PARAITINGA

CICLOVIAGENS

Paraibuna/SP
Uma cicloviagem de final de semana tranquila e bem interessante pode ser feita entre as cidades de Paraibuna e São Luis do Paraitinga, no Estado de SP, na região do Vale do Paraíba. Trata-se de parte do chamado Circuito Princesa do Norte, com o total de 330 km.

Eu fiz essa viagem no primeiro semestre de 2009, com o pessoal do Clube de Cicloturismo do Brasil, mas estendemos o percurso até Natividade da Serra e depois seguimos por outro caminho até chegar novamente em Paraibuna.

Represa de Paraibuna/SP

A cidade de Paraibuna, por si só, já vale a visita pelas suas construções da época do ciclo do café e também pela paisagem proporcionada pela Represa de Paraibuna.

Plantação ilegal em áreas de preservação permanente
(topo de morro e declividade)

Aliás, a maior parte da estrada de terra que conduz às proximidades de São Luis do Paraitinga bordeja a represa. Apesar do belo visual, não escapamos de paisagens degradadas como na foto acima, com plantação de eucalipto ou pinus em áreas que são protegidas pelo Código Florestal.

 Eu e o amigo Caio
Não me recordo a distância de Paraibuna a São Luiz do Paraitinga, mas dependendo das circunstâncias, talvez  uma noite em Redenção da Serra (meio do caminho) seja providencial. 

A região está situada entre as Serras da Mantiqueira e do Mar, por isso as subidas e descidas são constantes.

No final da tarde do mesmo dia que saímos de Paraibuna, chegamos a Rodovia Oswaldo Cruz, que liga a via Dutra ao litoral norte. E lá no horizonte, se erguia a majestosa Serra da Mantiqueira.


Serra da Mantiqueira, bem alta, lá no fundo.

Chegamos em Paraitinga somente a noite e nos hospedamos num local filiado à rede "Hostelling International". Estávamos cansados e deixamos para descobrir a cidade na manhã seguinte. Naquele dia, eu não imaginei que, infelizmente, as fotos que eu faria passariam a ser históricas meses depois... 

As bicicletas estacionadas na Praça
Central de S. Luiz do Paraitinga.
São Luiz do Paraitinga é lembrada pelas suas ruas, praças, centros culturais e casarões do século XIX, tombados pelo COMDEPHAAT, além do tradicional carnaval de marchinhas. Outros atrativos são as trilhas para caminhadas, cachoeiras e trechos de rios com corredeiras, aptos para a prática do "rafting", situados no Núcleo Sta. Virgínia, do Parque Estadual da Serra do Mar.

A Igreja Matriz São Luiz de Tolosa
construída no século XIX

A cidade, fundada em 1769, é um charme, repleta de eventos e festas, inclusive muito atrativa a noite, com bares e restaurantes  situados no interior das antigas construções. Não é a toa que ficamos encantados com a arquitetura colonial da cidade, que nos rendeu várias fotos.

Os antigos casarões da praça central da cidade
cuidados de forma impecável

Infelizmente, poucos meses depois da nossa viagem, isto é, em jan./2010, a cidade foi devastada por intermináveis chuvas e pela consequente inundação do Rio Paraitinga, que corta a região central. Inúmeras construções antigas foram atingidas e destruídas; a Igreja Matriz se desmoronou completamente, como se infere na foto abaixo.

Foto publicada no jornal O Estado de SP, de 19/jan./2012, p. C7.
É inacreditável que meses antes dessa tragédia, nossas
bicicletas estiveram estacionadas nessa praça submersa.
Janeiro de 2010 foi uma tragédia... As fotos que tenho trazem apenas lembranças de belezas que subitamente vieram abaixo... No coração, resta a saudade...

Minha última visão de S. Luiz do Paraitinga, no 1º semestre
de 2009: hoje, a cidade vai se reerguendo.

Na nossa cicloviagem, prosseguimentos até Natividade da Serra, tomando estradas situadas do outro lado da represa. Novamente, belas paisagens, como o casarão de uma antiga fazenda:

No meio do caminho, um casarão das
antigas fazendas de café.


Na foto ao lado, a prova de um dia inteiro de pedal: marca na testa e cabelo em forma de capacete. Só faltou o sorriso no rosto porque estava bem cansado...

Um dos atrativos dessa viagem foi cruzar a represa em balsas gratuitas, como se vê na foto abaixo. O importante é ficar atentos ao horários.
No dia que tomamos uma balsa para cruzar um dos
braços da represa, entrou uma frente fria com muita chuva
O circuito que fizemos começando e terminando em Paraibuna, passando por Redenção da Serra, São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra, é uma volta ao redor de uma grande represa e seu inúmeros braços. É montanhoso e de certa forma exigente. Mas vale pela paisagem natural e pela parte arquitetônica de Paraibuna e, especialmente, de S. Luiz do Paraitinga. Alias, basta um final de semana para conhecer rapidamente essas duas cidades.




Saiba mais sobre sobre minhas viagens de bicicletas - nos links abaixo sobre a cicloviagem que fiz em 2009 para a Nova Zelândia:




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