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domingo, 7 de novembro de 2010

BICICLETÁRIO E MEIO AMBIENTE

Olá Viajantes.
Nas minhas andanças, procuro estar sempre com a câmera fotográfica no bolso.
A assim tive a oportunidade de fotografar algumas coisas interessantes.


UM GRANDE BICICLETÁRIO


Fotos de bicicletários com muitas e muitas bicicletas estacionadas, só vi no aquelas que foram tiradas no exterior, pelo que me lembro.
Mas as fotos abaixo foram tiradas no Brasil, num local próximo a cidade de S. Paulo.



Posso estar errado, mas acho que é o maior bicicletário com bicicletas estacionadas que eu vi pessoalmente. E o lugar, então... totalmente  inesperado, pois não se trata de um parque num domingo de sol, mas sim um local que leva a crer que todas essas bicicletas são usadas diariamente como meio de transporte.
Vou deixar os amigos pensando um pouco e a resposta se encontra no final dessa postagem.
E quem tiver fotos de grandes bicicletários aqui no Brasil, mande para o meu email: paulorobertopom@gmail.com
Tenho curiosidade em saber e prometo publicar por aqui.



E A NATUREZA VAI TENTANDO VIVER EM SÃO PAULO, APESAR DAS AGRESSÕES:


Uma "poda" assassina. 
Ignorância, preguiça de fazer um bom serviço ou falta de respeito com um ser vivo. 
Mesmo assim, a árvore luta pela sua sobrevivência e pequenos brotos vão surgindo. 

.  
A árvore insiste em viver numa cidade que não a valoriza.



CURSO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL:

E para quem deseja conhecer mais sobre educação ambiental, indico esse curso abaixo, promovido pela SOS Mata Atlântica que será ministrado por uma querida amiga minha, mestre em educação ambiental pela USP.
Ao contrário do informado folder abaixo, as inscrições vão até o dia 12 de novembro e podem ser feitas na página eletrônica da SOS Mata Atlântica:  https://loja.sosma.org.br/Curso.php/Curso/detalhar/curso/466  


CursoEAemAcao.DivulgacaoSOS.jpg


E a foto do bicicletário ? Pois muito bem, ela foi tirada no Aeroporto Internacional de Guarulhos-SP, numa segunda feira normal (dia útil), por volta das 9 da manhã. Ou seja, pertencem aos trabalhadores do aeroporto, que usam a bicicleta como meio de transporte diariamente.
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domingo, 19 de setembro de 2010

9º Encontro Nacional de Cicloturismo e Adventure Fair

Entusiastas de bicicleta e aventura !! Convido a todos para participarem de dois eventos:

9º ENCONTRO NACIONAL DE CICLOTURISMO E AVENTURA

Dessa vez o tradicional encontro promovido pelo Clube de Cicloturismo do Brasil será realizado no feriado de 12 de outubro, no Parque Náutico de Jaguara, na cidade de Sacramento/MG. 

Serão 4 dias de palestras, mini cursos, confraternização, troca de experiências e passeios de bicicleta em trilhas e estradas da região (sempre em ritmo leve e com carro de apoio). 

O evento é planejado tanto para os mais experientes, quanto para aqueles que estão ingressando no mundo do ciclismo e das viagens de bicicleta. O objetivo maior é promover uma grande integração de ciclistas de várias partes do país.

Neste encontro terei a oportunidade de contar um pouco sobre os 40 dias da viagem de bicicleta que fiz pela Nova Zelândia, em 2009. Falarei sobre minha vivência de pedalar sem um roteiro rígido por uma terra incomparável, mágica e de grande diversidade natural.

Nova Zelândia: exuberância natural


Aoraki/Mt. Cook - A montanha  símbolo da
Nova Zelândia (3.755mts.) e lugar sagrado para os Maoris.
Confiram a programação de palestra e mini cursos:

PALESTRA DE VIAGEM: AMÉRICA LATINA - PROJETO BICICLETA PELO MUNDO
MINI CURSO I: MANUTENÇÃO DA BICICLETA EM VIAGEM
MINI CURSO II: FOTOGRAFIA PARA VIAJANTES: PENSANDO FOTOGRAFIA
PALESTRA: BICICLETA VIROU NEGÓCIO
PALESTRA: DICAS, MACETES E SEGREDOS PARA UMA BOA VIAGEM DE BICICLETA
PALESTRA DE VIAGEM: NOVA ZELÂNDIA: O SONHO DE UMA VIAGEM DE BICICLETA
PALESTRA: ORIGEM E EVOLUÇÃO DE UM CASAL DE CICLISTAS: VIDA SIMPLES E FELIZ SOBRE A BIKE


As vagas são limitadas. Faça sua inscrição pela internet até o dia 01 de outubro. 
Levem suas bicicletas e não esqueçam do capacete. 
Mais informações e inscrições: www.clubedecicloturismo.com.br 



Organização:
ESTANDE DO CLUBE DE CICLOTURISMO DO BRASIL NA "ADVENTURE SPORTS FAIR" 2010

Mais uma vez o Clube de Cicloturismo do Brasil, ONG que eu faço parte, terá um estande na "Adventure Sports Fair", que neste ano será realizada no Anhembi, em São Paulo, nos dia 23 a 26 de setembro. 
Venha nos fazer uma visita e curtir as exposições de fotografias sobre viagens de bicicletas.
Horários: Quinta e sexta-feira: das 14 às 22 horas, Sábado das 12 às 22 horas e Domingo das 12 às 20 horas. 

Estande do Clube na feira do ano passado
Em 2009, o Clube me cedeu um espaço para expor as fotos
 da minha viagem de bicicleta para a Nova Zelândia

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OLHARES DA NATUREZA...


Olá viajantes!

Não é apenas em nossas viagens pelo interior do Brasil que a natureza se revela. Na cidade grande também é possível viajar e contemplar as realizações da Mãe-natureza; basta estar de coração aberto e ser um pouco observador.

No final do ano passado, um casal de sabiás-laranjeira escolheu uma das árvores do jardim da minha casa para aumentar a família. Dois pequenos filhotes surgiram num ninho bem trabalhado e, com frequëncia, eram alimentados pelos pais.

Cidade de São Paulo - final de 2009: dois filhotes de sabias aparecem
 num ninho construído numa árvore plantada no quintal da minha casa.
O sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) é uma ave muito popular no país, citada por diversos poetas como o pássaro que canta na estação do amor ou seja, primavera. Mede aproximadamente 25cm, tendo plumagem vermelho-ferrugem no ventre, levemente alaranjado, sendo o restante do corpo de cor parda, com bico amarelo-escuro. O canto do sabiá serve para demarcar território e, no caso dos machos, para atrair a fêmea (Wikipédia).



O sabiá-laranjeira vive em torno de 30 anos e sua alimentação se compõe basicamente de insetos, larvas, minhocas, frutas como mamão e banana. É uma ave que convive bem com ambientes modificados pelo homem, seja no campo ou na cidade (Wikipédia).

A mãe ou o pai alimentando os filhotes, com um olhar desconfiado.
Os pequenos sabiás foram crescendo rapidamente.
Nos últimos dias de permanência dos filhotes no ninho, tive a oportunidade de fazer algumas filmagens, que apresento a vocês. É um vídeo curto, de 4 min., feito para assistir com calma, apreciando o olhar e o comportamento desses pequenos seres que estavam começando a descobrir o mundo. É um vídeo para se permitir algum tipo de reflexão.

video
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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Recursos naturais da Terra para 2010 terminarão no sábado, diz estudo de ONG

 
Pessoal, hoje trago uma notícia sobre meio ambiente. É provável que a metodologia desse estudo seja passível de discussão, mas, por outro lado, não se pode negar que ele reflete algo que está mais do que escancarado para todos nós (apesar de muitos insistirem em permanecer com os olhos fechados para a triste realidade). Então, segue um resumo da notícia (as fotos eu obtive no sítio da Nasa):


No próximo sábado (21/8), os habitantes da Terra terão esgotado todos os recursos naturais que o planeta lhes proporciona para o período de um ano, passando a viver dos créditos relativos ao próximo ano, segundo cálculos efetuados pela ONG Global Footprint Network (GFN).

Isso significa que em menos de 9 meses esgotamos o que seria o orçamento ecológico do ano, diz o presidente da GFN, Mathis Wackernagel.

A frágil Terra, nascendo no horizonte lunar, flutua no espaço. Foto tirada pelos astronautas da Apollo 16 (NASA) em 16/abr/1972
No ano passado, segundo a ONG, o limite foi atingido no dia 25 de setembro, mas não é que o desperdício tenha sido diferente. “Este ano revisamos os nossos próprios dados, verificando que, até então, havíamos superestimado a produtividade das florestas e pastos: exageramos a capacidade da Terra” de se regenerar e absorver nossos excessos, afirma Wackernagel.
Para o cálculo, a GFN baseia-se numa equação formada pelo fornecimento de serviços e de recursos pela natureza e os compara ao consumo humano, aos dejetos, aos resíduos e as emissões poluentes, como o CO².
Assim, “se você gasta seu orçamento anual em nove meses, deve ficar provavelmente muito preocupado: a situação não é menos grave quando se trata de nosso orçamento ecológico”, explica Wackernagel.
Essa cena foi clicada pelos astronautas da Apollo 17,
em dezembro de 1972. Todos nós moramos na mesma casa
.
“A mudança climática, a perda da biodiversidade, o desmatamento, a falta de água e de alimentos são sinais de que não podemos mais continuar a consumir o nosso crédito”, completa.
Fonte: Ambiente Brasil

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sábado, 31 de julho de 2010

BICICLETA ANTIGA - PHILLIPS - 1953

Olá viajantes!

Hoje, dia 30/7/2010, eu tinha programado uma caminhada numa montanha da Mantiqueira, mas recebi uma mensagem da TV Univesp, solicitando a locação de uma bicicleta antiga que eu possuo, uma inglesa Phillips, ano 1953 (aproximadamente). A proposta era usar a bicicleta para ambientar a gravação de um programa tele educativo sobre Jean Piaget (1896-1980), um cientista suíço que se dedicou às áreas de psicologia, epistemologia e educação. Por ser uma novidade para mim, resolvi aceitar a proposta e, aproveitando o ensejo, convido vocês para uma rápida viagem pelo mundo das bicicletas antigas.

Por volta de 1929, as bicicletas eram muito populares na Europa e nos EUA, pois deslocavam as massas trabalhadoras e eram usadas como meio de transporte nas mais diversas tarefas do cotidiano, desde fazer compras até chamar um médico em caso de emergência. No Brasil daqueles tempos, a situação era diferente. Não havia uma indústria nacional voltada para a produção de bicicletas, sendo que os poucos fabricantes desse veículo se valiam de um processo quase artesanal, com a necessidade de importar algumas peças importantes. Tudo isso encarecia o custo da bicicleta e os trabalhadores optavam pelo bonde como meio de transporte mais acessível. Depois da 2ª Guerra Mundial, a bicicleta se tornou mais popular no Brasil. Era o fim do “Estado Novo” (1937/1945) e, a partir daí, cresceram as importações dos bens de produção e, nesse contexto, as bicicletas, principalmente as de origem européias, foram ganhando as ruas das cidades brasileiras. Entre 1946 e 1958, a maior parte das bicicletas que entraram no Brasil foram as inglesas, dentre as quais aquelas da marca Phillips. (Suzi Mariño Pequini (http://www.posdesign.com.br/artigos/tese_suzi/Volume%201/06%20Capítulo%202%20-%20A%20bicicleta.pdf)


Imagens do Manual da bicicleta Phillips
A minha Philips é um modelo masculino, aro 28, fabricada aproximadamente em 1953, totalmente restaurada (foto abaixo). Eu adquiri essa bicicleta em abril de 2007, de um colecionador e restaurador que mora em Jundiaí-SP. 



Como vocês podem ver na imagem abaixo (foto a esquerda), ela estava muito encardida, enferrujada e com a tinta bem desgastada. Segundo o referido colecionador, o dono dessa bicicleta era um senhor que a usava para trabalhar nas fábricas da região de Jundiaí-SP. Quando ele morreu, seu filho ou seu neto herdou a Phillips, mas a deixou encostada, sofrendo as conseqüentes intempéries do abandono. Certa vez, esse herdeiro resolveu restaurar a bicicleta e a levou para o colecionador que mencionei. Só que o herdeiro gostou tanto de uma outra bicicleta antiga que já estava totalmente restaurada, que propôs ao colecionador que recebesse a velha Phillips como parte do pagamento daquela. Quando eu procurei esse colecionador, ele me mostrou várias bicicletas antigas que já estavam restauradas, novinhas em folha, mas eu me encantei por uma que estava numa penumbra, pendurada no canto de uma parede, completamente suja e oxidada e que não estava à venda: era a Phillips do antigo operário de uma das fábricas de Jundiaí.

                Abril de 2007                              Dias atuais: bicicleta restaurada
Acabei ficando com ela. Depois, a bicicleta passou pelas mãos de 3 profissionais que a restauraram. Deu trabalho, gastei mais dinheiro do que se eu tivesse comprado uma daquelas já restauradas. Mas valeu a pena, não só por ter dado vida nova àquela bicicleta que estava enferrujada e encalhada, como também pelo aprendizado.

Museu do Ipiranga - dias atuais


Hoje a minha Phillips é usada apenas para rápidos passeios em alguns finais de semana aqui pertinho, no Museu do Ipiranga (Pq. da Independência).








A Phillips no Salão 2 Rodas
Anhembi - São Paulo/SP
Estande do Clube de Cicloturismo




E também para exposição em feiras, como ocorreu no ano passado, no Salão Duas Rodas (estande do Clube de Cicloturismo do Brasil).




E nesse dia 30/7/2010 ela voltou no tempo e compôs um cenário para as filmagens de um programa tele educativo (assim que eu tiver as imagens, vou mostrar para vocês).
A idéia é essa mesma: através da beleza, dos anos e das quilometragens de história dessa velha Phillips, fazer com que as pessoas passem a olhar mais para as bicicletas, não num contexto mercadológico, mas sim como alternativa viável de transporte limpo para o dia-a-dia e também como um dos caminhos para que todos nós possamos ter uma vida mais saudável e conectada com a Mãe-Natureza. 
A Phillips com o ator nas filmagens do programa educativo da
 TV UNIVESP (local da gravação: Unesp do bairro do Ipiranga,
São Paulo-SP - 30/7/10)





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sábado, 12 de junho de 2010

PARQUE DA INDEPENDÊNCIA (BAIRRO DO IPIRANGA)




Passei esse último feriado de Corpus Cristis na fria e sempre cinzenta cidade de S. Paulo, trabalhando, na medida do meu ânimo, com os afazeres do mestrado. Tenho saudades de outros tempos, onde num feriadinho desses eu estaria feliz nas areias límpidas da Ilha do Cardoso ou pedalando pelas estradas de chão desse Brasil sem fim. Mas acredito que o sol voltará a nascer brilhante no horizonte...

Num momento, resolvi deixar um pouco os livros e fui em busca de olhares diferenciados no Parque da Independência (onde está o Museu do Ipiranga). Fui sozinho (assim tem sido ultimamente), acompanhado somente da minha velha Caloi 10 (ano 1975 e totalmente restaurada) e de uma pequena câmera fotográfica, além, é claro, de alguns textos para leitura.
Num primeiro olhar percebi que esse parque já esteve mais colorido para mim. Mesmo assim pude curtir o ambiente e as fotos mostram isso. Deu até para curtir um pôr-do-sol, meio ofuscado não só pelas nuvens extensas da frente fria, mas também pelos prédios que, cada vez, ganham o céu da metrópole.












Notei como uma araucária do parque cresceu! Não sei porque me lembrei música: "Amanhecer é uma lição do universo, que nos ensina que é preciso renascer. O novo amanhece ..." (Renato Teixeira - Raízes).


Apesar de não ter muito espaço para pedalar, é convidativo pegar a bicicleta e ir até o Parque da Independência para curtir a tranquilidade de uma tarde, além de seus lindos cenários, como o museu, o jardim, as fontes e o bosque no fundo.

Com sorte, pequenos saguis podem aparacer para o visitante, mostrando, num rápido olhar, que a vida na capital de todos os paulistas pode não ser sempre tão cinzenta. Aos amigos, inclusive aos ciclistas, fica a dica do Parque da Independência, situado no final das Avs. Dom Pedro I e Ricardo Jafet.




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terça-feira, 25 de maio de 2010

Final de maio: eventos sobre bicicleta e cicloturismo em SP

No final de Maio, a agenda está agitada para quem gosta de bicicleta:

- PALESTRA: AVENTURAS DE BICICLETA - Sexta, 28 de maio às 19hs - Salão do Turismo/SP - Anhembi

Rodrigo e Eliana, casal de fundadores do Clube de Cicloturismo farão uma palestra contando suas aventuras de bicicleta e falando um pouco da evolução do cicloturismo no Brasil.
Com um viés mais aventureiro e com um histórico de montanhismo, os dois sempre planejaram as expedições por rotas inóspitas e menos conhecidas, buscando a natureza mais intocada. Já pedalaram por locais como o Pantanal, Chapada Diamantina, Serra das Confusões, Sertão Nordestino, Chapada dos Veadeiros, Serra da Canastra, entre outros. Porém, desde o início, sempre procuraram criar meios de mostrar que o cicloturismo é um tipo de aventura que pode ser praticado por todos, desde que se preparem para isso e escolham um roteiro adequado.
Gratuito (credenciamento prévio pela internet)

- BICICLETADA: Sexta, com concentração a partir das 19hs e saída às 20hs, na Praça do Ciclista (Av. Paulista x R. da Consolação)

Tradicional movimento de ciclistas que sempre na última sexta feira do mês percorre as ruas de S. Paulo para divulgar a bicicleta como um meio de transporte, criar condições favoráveis para o uso deste veículo e tornar mais ecológicos e sustentáveis os sistemas de transporte de pessoas, principalmente no meio urbano.

 - PALESTRA: SÃO PAULO A PORTO ALEGRE - 29 de maio, às 15hs - Reunião do Clube de Cicloturismo do Brasil.

Toni e Mathias irão relatar toda a experiência de pedalar em quatro estados brasileiros (SP, PR, SC e RS), por caminhos e rotas; as amizades que fizeram, e as mais diversas histórias que ouviram aqui e acolá.
Eles decidiram ir pedalando até Porto Alegre para participar do Fórum Social Mundial 2010. Partiram de São Paulo em janeiro deste ano e 15 dias depois chegaram a Porto Alegre pedalando.
Local: Espaço Contraponto R. Medeiros de Albuquerque, 55 Vila Madalena, São Paulo, Gratuito.
Aproveite o horário e vá de bicicleta usando a integração com o metrô (descendo na estação sumaré). O local tem estacionamento para bicicletas.
Nesta oportunidade, o Clube de Cicloturismo do Brasil vai divulgar seu projeto de participação de voluntários, para aqueles que tenham interesse em participar mais intensamente das suas atividades.
Mais detalhes: http://www.clubedecicloturismo.com.br/

- SÃO PAULO BIKE CIRCUIT – Passeio e Festa – Domingo, 30 de maio.

Trata-se de uma festa exclusiva para ciclistas, precedida por um passeio. O evento, segundo os organizadores, começa as 15:30hs, com concentração dos ciclistas no Parque das Bicicletas, Ibirapuera, onde grupos partirão rumo ao bairro da Lapa, onde será realizada uma festa. Mais informações http://www.saopaulobikecircuit.com/
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terça-feira, 27 de abril de 2010

Integração Modal em São Paulo/SP: Ônibus que transporta bicicleta é testado

No início de abril, alguns órgãos de imprensa divulgaram uma boa notícia aos paulistanos em geral. A "São Paulo Transportes" (SP-Trans) vai começar a testar nos ônibus municipais um equipamento que possibilita aos usuários levar bicicletas nas viagens.

Com isso, o paulistano contará com uma importante forma de integração modal (expressão designada para a integração de várias formas de se deslocar na cidade - sobre esse tema, ver artigo http://pedalandoeolhando.blogspot.com/2009/07/integracao-modalque-pe-essa.html).

O suporte, que é instalado na frente dos coletivos, funciona de maneira parecida aos suportes de automóveis e permite que cada ônibus possa carregar até 3 bicicletas. O mecanismo para travar a bicicleta é acionado pelo motorista e a SP-Trans estima que toda operação envolvendo a fixação da bicicleta e o embarque do ciclista dure cerca de 1 min.

A integração bicicleta e ônibus em São Paulo, ou "Bike Bus" (como está sendo chamado o projeto) deve funcionar apenas nos finais de semana e em poucas linhas que passam por parques municipais. E caso a experiência seja positiva, os equipamentos serão instalados em toda frota da cidade.

A iniciativa foi elogiada por ciclistas, mas como o período de testes está sendo feito somente na região dos parques e, via de conseqüência, atingindo principalmente os ciclistas de lazer, existe um receio de que a prefeitura desista do projeto por considerar que não houve adesão. O correto seria que os testes fossem feitos durante a semana e em locais diversos, atingindo aqueles que usam a bicicleta para trabalhar.

A integração bicicleta e ônibus já existe em algumas cidades do mundo, como Houston, Paris, Los Angeles. Em Christchurch, na Nova Zelândia, o sistema é muito utilizado, como eu presenciei em 2009, quando realizei minha viagem de bicicleta por aquele país (ver foto abaixo): 


Agora é esperar que os testes sejam bem-sucedidos e aguardar para ver se essa medida será implantada de vez na tumultuada cidade de São Paulo (Fonte: JT, 9/4/2010, p. 10A).
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sábado, 17 de abril de 2010

Palestra: CICLOROTA BERLIN-COPENHAGEM - Um casal se conhecendo durante 800 km



A Alemanha possui mais de 200 rotas de cicloturismo, com mais de 70 mil quilômetros de vias bem sinalizadas e com infraestrutura para receber quem quer viajar em bicicleta pelo país.

Curiosa para conhecer e experimentar essa realidade e os cenários europeus, Evelyn Araripe escolheu a ciclorota internacional de Berlin até a capital dinamarquesa, Copenhagen, para pedalar nas férias. Durante a preparação para a viagem, conheceu João Paulo Amaral, ciclista que se tornou amigo, namorado e companheiro de pedaladas.


Na reunião deste mês do Clube de Cicloturismo do Brasil, o casal irá contar como foi a experiência de pedalar nesses dois países europeus. As dificuldades, as aventuras, os problemas com o idioma, as descobertas das comidas e as cidades e vilarejos esquecidos no tempo pelas quais passaram, além, é claro, de relatarem o quanto um casal pode se conhecer em 10 dias pedalando 800 km.


As reuniões do Clube de Cicloturismo são gratuitas e abertas a todos os interessados no assunto. Na verdade estes encontros tem a função de permitir que a comunidade cicloturística, desde o iniciante ao veterano, possa se encontrar, trocar experiências e planejar viagens. Todos são bem vindos. De preferência chegue com meia hora de antecedência.


LOCAL: Espaço Contraponto *
           Rua Medeiros de Albuquerque, 55, Vila Madalena, 
           São Paulo - SP
           http://contraponto55.ato.br


DATA: 24 de abril de 2010


HORÁRIO: 15 hs. 


INFORMAÇÕES: clubedecicloturismo@hotmail.com


Entrada gratuita 



Entrada voluntária: 1kg de alimento não perecível (de preferência proteína de soja e demais grãos), para doação a uma creche do bairro.




Realização: 

PARA CHEGAR NO ESPAÇO CONTRAPONTO
Metrô - estação Sumaré; utilize a saída Oscar Freire e siga pela Av. Sumaré em direção à Henrique Schaumann. Chegando na Henrique Schaumann pegue a rua Luís Murat e vire a direita na Medeiros de Albuquerque até o 55 (15 minutos).
Bicicleta - Caso esteja sem trava, fale com alguém do espaço para guardar a sua bicicleta.
Carro - a rua Medeiros de Albuquerque é uma travessa da rua Luís Murat (continuação da rua Inácio Pereira da Rocha), ela começa junto com a rua Harmonia. Pode se encontrar algumas vagas nas proximidades, ou senão utilizar um estacionamento que fica próximo ao espaço.
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terça-feira, 16 de março de 2010

BICICLETADA

Como primeira postagem do meu blog, eu gostaria de viajar pela BICICLETADA.


A Bicicletada é um movimento iniciado em 1998 em São Francisco (EUA) e se alastrou para o Brasil, Portugal e, mais recentemente, Mocambique. Foi inspirado na Massa Critica (critical mass), onde ciclistas se juntam para reivindicar seu espaço nas ruas. Os principais objetivos da Bicicletada são divulgar a bicicleta como um meio de transporte, criar condições favoráveis para o uso deste veículo e tornar mais ecológicos e sustentáveis os sistemas de transporte de pessoas, principalmente no meio urbano.

A Bicicletada, assim como a Massa Crítica, não possui líderes ou estatutos, o que leva a variações de postura e comportamento de acordo com os participantes de cada localidade ou evento, mas se trata de um movimento pacífico. Algumas Bicicletadas apresentam uma forte postura anti-carros, com faixas, cartazes e comportamento que criticam fortemente não só o uso de veículos motorizados como os próprios motoristas.

Algumas Bicicletadas têm se tornado cada vez mais criativas, como a da cidade de São Paulo: já há alguns anos, é visível e crescente a tendência de utilizar bom humor e ações mais duradouras para conquistar os motoristas em vez de confrontá-los, mostrando que a bicicleta é um meio de transporte viável, rápido, saudável e prazeroso, além de passar a mensagem de que os ciclistas têm direito a seu espaço nas ruas. Essa nova postura tem mais receptividade com os motorizados e se torna mais interessante à midia não especializada, resultando em uma exposição maior do movimento e principalmente da idéia da bicicleta como meio de transporte.



O maior mote da Bicicletada é "um carro a menos", usado principalmente para tentar obter um maior respeito dos veículos motorizados que trafegam nas ruas saturadas das grandes cidades. (fonte Wikipedia).


Em São Paulo, a Bicicletada é realizada na última sexta-feira de todo mês, com a concentracao da galera se iniciando às 18:00hs na chamada Praça do Ciclista (Av. Paulista com Rua da Consolação) e a saída por volta das 20:00hs. Venha participar e não esqueça de levar o capacete! O ritmo da pedalada é bem tranquila.

A Bicicletada do mês de fevereiro de 2010 ocorreu no dia 26. Inúmeras bicicletas percorreram faixas e faixas de rolamento exclusivamente destinadas a carros. Passamos pelas seguintes localidades, dentre outras: Av. Paulista, Av. Liberdade, Centro da cidade, Rua Augusta. Na Praça da Sé, várias bicicletas giraram em torno do marco zero da grande metrópole. Depois, ocupamos quase que todo Páteo do Colégio, passamos na frente do Ed. Banespa (um dos mais tradicionais da cidade) e cruzamos o Viaduto do Chá. Ainda cruzamos a parte interna da Estação de trem da Luz, evidentemente desmontados das bicicletas e empurrando-as. Depois, seguimos para a Praça da República, passando bem na frente do famoso Ed. Itália, um dos mais altos da cidade. Foi uma grande alegria passear de bicicleta pela região central da cidade, normalmente tão abandonada e esquecida no período da noite.

Mas nada retratou tão bem esse evento quanto o relato de dois assíduos frequentadores da Bicicletadas paulistanas: Evelyn Araripe e Joao Paulo Amaral, um casal de ciclistas, que ja fizeram uma viagem de bicicleta pela Europa, na rota Berlim-Copenhaguen e que se tornaram meus novos amigos e, apesar do pouco contato, passei a admirá-los. A seguir, trago (com a autorização deles) o relato sobre a Bicicletada de Fevereiro de 2010 em São Paulo.

o original do relato (com fotos) pode ser acessado no sitio http://felizcidadefeliz.wordpress.com/2010/03/08/duas-bicicletadas-em-uma/


Obrigado Evelyn e JP.

DUAS BICICLETAS EM UMA
por Evelyn Araripe e Joao Paulo Amaral


Cada Bicicletada é uma Bicicletada. É muito difícil voltar para casa com as mesmas sensações a cada última sexta-feira do mês. Tem Bicicletada que você vai embora cheio de alegria, outras tomada por ódio, algumas por indignação, enfim… nenhuma Bicicletada é igual. Isso é fato. Mas na última – a de fevereiro – aconteceu algo interessante: foram duas Bicicletada em uma.

Estivemos lá e pudemos, cada um de seu jeito, ter uma visão diferente da Bicicletada.


Visão da Praça – por Evelyn:


Se essa Bicicletada de fevereiro tivesse um nome, para mim seria “Bicicletada das lendas” ou melhor “Bicicletada do reencontro”. Fazia muito tempo que não via tanta gente “das antigas” reunidos na Praça do Ciclista. Pessoas que me acolheram desde o primeiro dia em que apareci ali, naquele mesmo lugar. De repente me vi tomada por uma nostalgia, um sentimento de “velhos tempos”. Aquele papo de praça, sempre aprendendo coisas novas e compartilhando as histórias do dia-a-dia. Foi sensacional!

A hora passava e os assuntos eram muitos para sairem simplesmente pedalando à deriva pela Avenida Paulista. A vontade que dava era virar o Miranda – estátua protetora da Praça do Ciclista – e ficar encravada naquele lugar. A massa crítica gritava, as buzinas de bicicletas soavam e os ciclistas começavam a contornar a Praça, ansiosos por ganhar a cidade, a avenida e seguir em frente na esperança de humanizar o trânsito.


Pela primeira vez eu não quis ir com a massa. Quis ficar ali e ganhei forças ao ver que mais gente compartilhava do mesmo sentimento. Não era momento de pedalar, mas era momento de cuidar dos frutos que ali mesmo foram plantados e regados: as amizades. Me lembrou até uma explicação que tivemos uma vez num dos primeiros Pedal Verde: empolgados para sair plantando árvores por toda a cidade, reclamamos quando o pessoal sugeriu um pedal para cuidarmos das mudas que já havíamos plantado. Poxa, esperamos o mês inteiro para pedalar e plantar pela cidade e vêm algumas pessoas sugerir que não plantemos, apenas cuidemos do que já foi plantado???!!!! Simmmmmm… as plantas – e as amizades – precisam de cuidados!

Poderíamos naquela noite ter saído pelas ruas na tentativa de plantar esperanças e alegrias por onde as bicicletas passassem – e acredito que isso aconteceu independente de termos ido com a massa. Mas aquele era o momento de cuidarmos de nós, das nossas amizades e das histórias que construimos desde o dia em que aparecemos ali, na Praça do Ciclista.
A estada na Praça ainda rendeu boas entrevistas e histórias cotidianas para o documentário de uma ciclista chamada Helena, que está se formando em Rádio e TV e resolveu gravar um vídeo com depoimentos de pessoas que usam a bike como meio de transporte em São Paulo. Muita coisa para refletir, muitos momentos para se compartilhar e muita coisa ainda para se viver.

Esse mês tem mais Bicicletada. Última sexta-feira. É impossível saber como ela será, assim como, provavelmente, é impossível ela ser como foi no mês que passou. Só sei que essa última, deu animo, forças e alegrias suficientes para mais um mês encarando essa cidade, para mais uma vez eu lembrar os deliciosos frutos que rendeu esse plantio de amizades na Praça do Ciclista desde que apareci por lá pela primeira vez, em junho de 2008.

Visão da Massa – por JP:


Ultimamente tenho percebido, mais do que nunca na minha vivência em São Paulo, a construção de uma comunidade ciclista crescente nessa paulicéia desvairada. Recebo quase todo dia, no meu trabalho principalmente, perguntas sobre bicicleta, desde qual bike comprar até qual passeio participar. E nesta última pergunta eu sempre respondo: BICICLETADA!

E é a pura verdade. Para quem nunca pedalou em São Paulo, tem medo ou simplesmente está enferrujado. a Bicicletada é o melhor local para começar sua “carreira ciclística”. Foi dessa forma que, enquanto a Evelyn “cuidou das plantas”, eu fui plantar algumas sementes. Sucesso! Trouxe duas colegas de trabalho para a Bicicletada que, após o lindo passeio pelo centro de São Paulo, ficaram deslumbradas com o movimento.
Saí bastante atrasado da Praça em busca da Massa. Liguei para alguns colegas, consegui as coordenadas e pedalei. De repente me deparo com uma galera que ocupava as duas faixas do viaduto da Rua Paraíso. Acompanhei o fluxo até a Rua Vergueiro. Me surpreendi novamente com a quantidade de gente e, quando já não imaginava onde caber mais ciclistas, vejo o início da Massa passando no outro sentido da Rua Vergueiro! Confesso que desci a Avenida Liberdade toda comentando com os colegas ao lado: “A Bicicletada tá bombando hoje!!”
Quando já imaginava estar satisfeito com minhas pedaladas rumo ao centro no meio daquele mar de bicicletas, eis que a Bicicletada também me surpreende pela qualidade… Encontro lá uma amizade antiga, o Antônio, que conhecemos no Caminho da Fé em julho de 2009 e nos acompanhou a pé quando viu nossa situação precária (Evelyn com o braço sangrando e eu com a bike arrebentada). Dali até a Praça da Sé foram pedaladas a base de prosas e relembranças daquela viagem.

A Bicicletada no Centro sempre tem uma magia, uma experiência muio simbólica para mostrar a beleza desconhecida e mal aproveitada de São Paulo. Nunca tinha passado por tantos pontos maravilhosos em uma só Bicicletada: Praça da Sé, Pátio do Colégio, Ladeira Porto Geral, Estação da Luz e Parque da Luz. Fico imaginando como seria participar de tudo isso se fosse minha primeira Bicicletada.

Chegando na Rua Augusta percebi que estavamos chegando ao fim. Deu gostinho de “quero mais”, de querer pedalar a madrugada toda – detalhe: eu e Evelyn íamos pedalando até Sorocaba no dia seguinte. Mas felizmente nas Bicicletadas já está se tornando comum alguns colegas irem para algum restaurante/boteco amigo do ciclista após a pedalada. Me despedi do pessoal que ficou na Praça do Ciclista e fomos em um pequeno grupo para uma pizzaria que costumamos ir com a galera. Chegando lá, me assusto por não ver nenhuma bicicleta na porta.


Logo logo, chego na entrada da pizzaria e me surpreendo novamente! O dono do restaurante já está tão acostumado com nossa visita mensal que deixou colocar todas as bicicletas dentro do restaurante! Que cena espetacular! Comer e beber em um museu de bicicletas! Sem dúvida um ótimo jeito de terminar mais uma Bicicletada. Quero dizer… Duas Bicicletadas em uma!
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