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Bem-vindo viajantes! Esse blog tem como objetivo tornar público algumas questões, reflexões e vivências que tenho tido, daí o nome "Viagens de Paulo Pom". As postagens e discussões desse espaço envolverão os seguintes temas: meio ambiente, sustentabilidade, ciclismo e cicloturismo, montanhismo e vivência ao ar livre. Mas viagens por outros mundos também serão feitas...

domingo, 27 de outubro de 2013

CEGOS QUE ANDAM DE BICICLETA


"Cegos usam técnica para 'ver' com audição"

Esse foi o título de uma matéria que me chamou atenção no jornal " O Estado de São Paulo", de 3 de julho de 2011 (matéria de Alexandre Gonçalves, Clarissa Thomé e Fábio Mota, p. A-28). A seguir, vou resumir para vocês.


Daniel Kish, estadunidense, gosta de andar de bicicleta, principalmente por trilhas de montanhas. Ele é cego e usa um sentido semelhante ao sonar de morcegos e golfinhos para reconhecer o ambiente.


Ainda quando era bebê, Daniel ficou cego; aos 2 anos começou a estalar a língua; e aos 10 anos ele adquiriu consciência da técnica que desenvolvera involuntariamente para conhecer o mundo: o barulho que faz com a boca reverberava nas coisas e munia seu cérebro de informações valiosas, como localização, dimensão e profundidade dos objetos.


E isso é o suficiente para o ciclista alcançar uma independência muito boa.

Trata-se do chamado Fenômeno da Ecolocalização, uma estratégia de produzir imagens mentais com sons reverberados pelo ambiente.


Pesquisadores canadenses investigaram  o cérebro de Daniel e descobriram que os ecos são tratados como imagens na sua cabeça. Segundo o pesquisador Lore Thaler, da Universidade de Ontário Ocidental (Canadá), o cérebro já costuma produzir imagens usando ondas de luz e na ecolocalização, elas são substituídas pelas ondas sonoras.


Daniel Kish fundou a World Access for the Blind, com o objetivo de ensinar a técnica de ecolocalização para aumentar a autonomia do deficiente visual. 




"É como aprender piano. Nem todo mundo conseguirá tocar no Carnegie Hall, mas muita gente pode aprender a tocar", afirma Daniel.

O brasileiro Sandro Laina (foto abaixo), de 30 anos, ficou cego aos 7. Para poder brincar com os irmãos nas ruas de Nova Iguaçu (RJ), ele estalava os dedos e batia palmas para saber se tinha um poste ou uma parede à frente. Foi assim que Sandro começou a usar a técnica para corridas de pega-pega e logo passou para a bicicleta.

Sandro, cego desde os 7 anos, anda de bicicleta no Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro

Enquanto pedala, Sandro costuma seguir um dos irmãos ou amigos. E quando está sem guia, ele fala sem parar para perceber e evitar os obstáculos. 

Sandro é tricampeão paraolímpico de futebol de cinco (para cegos).

Acompanhe outras histórias no portal: estadão.com.br/e/cegos

4 comentários:

  1. Maravilhosos os exemplos de Daniel e Sandro. Estímulos para os que tem os órgãos dos sentidos perfeitos, mas por alguma razão estão desestimulados com o viver bem e para os que tem deficiências, como exemplo de superação. Abraços! Léo!

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  2. Excelente reportagem! Um vídeo cairia bem para ilustrar. Saudaçoes!

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